FAQ - Perguntas freqüentes

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Selecione o tema e confira abaixo as perguntas mais freqüentes.

Gestão

1 - O que é benchmarking?
2 - O que é CRM?
3 - O que é franquia?
4 - O que é cooperativa?
5 - O que é representação comercial?
6 - O que é joint venture?
7 - O que é ciclo operacional?
8 - O que é cross docking?
9 - O que é desenvolvimento sustentável?
10 - O que é DPC (Direct Product Cost/Custo Direto do Produto)?
11 - O que é RFID?
12 - O que é supply chain?

1 - O que é benchmarking?
É o estudo prático da concorrência, que vai desde o diagnóstico completo do seu formato, cultura, etc, até o consumo propriamente dito dos seus produtos (normalmente por um profissional disfarçado de cliente que tenha discernimento para relatar a experiência).

2 - O que é CRM?
O CRM ou Customer Relationship Management é a gestão do relacionamento com o cliente. Muitos associam o CRM a uma solução informática que permite partilhar a informação sobre os clientes de uma forma muito alargada dentro da empresa. Mais correto é defini-lo como um processo de gestão da mudança suportado numa base tecnológica que tem como finalidade atender, reconhecer e cuidar do cliente em tempo real. Para este fim, o CRM transforma dados dispersos em informações úteis e centralizadas, que devem ser utilizadas por todos em benefício, primeiro do cliente e, em segundo lugar, da empresa. É um método sobretudo útil ao nível das vendas: conseguir que os clientes atuais aumentem o seu grau de satisfação o que os levará a comprar mais e a dizer bem da empresa o que, por sua vez, irá atrair mais clientes. O objetivo final é conseguir a lealdade do cliente.

3 - O que é franquia?
Sistema de distribuição em que os direitos de uso da marca e da tecnologia de negócios de uma empresa (franqueadora) são cedidos contratualmente a terceiros (franqueados), mediante determinadas condições. Normalmente, é exigido o pagamento de taxas de adesão (taxa de franquia), royalties e fundo de propaganda.

4 - O que é cooperativa?
É a organização ou sociedade de natureza comercial, constituída por várias pessoas (e não por capital; o capital é único e variável, de acordo com o número de pessoas que a compõem) interessadas em melhorar as condições econômicas de seus associados. Pode ter também apenas a intenção de assistência ou de cooperação.

5 - O que é representação comercial?
Estabelecimento comercial ou comércio, em que se tratam ou encaminham negócios para terceiros. Sempre agindo em nome do representado e nunca em nome próprio, o representante ou mandatário da empresa é um agenciador de negócios.

6 - O que é joint venture?
É um acordo firmado entre duas ou mais empresas para a criação de uma nova entidade, que geralmente executa um trabalho que esta além do domínio normal das entidades originais. A joint venture permite expandir a atuação das empresas em questão.

7 - O que é ciclo operacional?
É a relação temporal envolvendo a data de entrada de uma mercadoria, seu prazo de comercialização (tempo médio em que a mercadoria ficou estocada na empresa) e seu respectivo prazo médio de recebimento.

8 - O que é cross docking?
São sistemas de distribuição nos quais os produtos recebidos no depósito ou no centro de distribuição não são armazenados, mas sim preparados para serem enviados aos pontos de venda de destino. Esse procedimento é viabilizado por meio da identificação dos produtos mediante a entrega dos caminhões, de forma que os produtos ou pallets de produtos sejam imediatamente deslocados para a doca de embarque para então seguirem aos seus destinos finais.

9 - O que é desenvolvimento sustentável?
É o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.

10 - O que é DPC (Direct Product Cost/Custo Direto do Produto)?
Ferramenta que atribui a produtos específicos todos os custos diretos (despacho, armazenamento, estoque etc.), com a finalidade de determinar a lucratividade direta do produto.

11 - O que é RFID?
Sigla para Radio Frequency Identification, ou Identificação por Radiofreqüência. É uma tecnologia desenvolvida pelo Massachussetts Institute of Technology (MIT), nos EUA, que utiliza ondas eletromagnéticas para acessar dados armazenados em um microchip. As etiquetas de RFID podem ser lidas a distâncias maiores.

12 - O que é supply chain?
Completo processo de abastecimento, desde a busca por matérias-primas para beneficiamento até a compra do consumidor final.

Segurança de Alimentos

1 - Qual é o significado da Segurança de alimentos?
2 - Qual é a importância de garantir a segurança de um alimento?
3 - Qual é a importância da tecnologia dos alimentos para alcançar sua segurança?
4 - Diante de um surto de doença transmitida por alimento, como é tratado o tema da segurança de alimentos?
5 - Porque ainda existem tantos casos de doenças transmitidas pelos alimentos (DTA), em vista da aplicação de controles na preparação e industrialização dos alimentos?
6 - O que é um alimento?
7 - O que se entende por higiene dos alimentos?
8 - O que é um aditivo alimentar?
9 - O que é um contaminante?
10 - Como realizar a limpeza da caixa d´água?
11 - Como devo orientar os funcionários com relação a lavagem das mãos?
12 - Como a minha cozinha deve proceder para realizar a higiene adequada de hortaliças?
13 - As frutas devem também ser higienizadas conforme descrito no procedimento acima?
14 - Como faço para preparar uma solução de álcool 70% para utilizar na desinfecção das superfícies que entram em contato com os alimentos?

1 - Qual é o significado da segurança de um alimento?
De acordo com o estabelecido pelo Codex Alimentarius é a garantia de que um alimento não causará nenhum dano ao consumidor quando o mesmo seja preparado ou ingerido de acordo com as aplicações desejadas. Os alimentos são a fonte principal de exposição a perigos químicos, biológicos (vírus, parasitas e bactérias), e físicos, no qual ninguém é imune, nem os países em desenvolvimento, assim como os desenvolvidos. Quando são contaminados em níveis inadequados de agentes patógenos, contaminantes químicos ou com outras características perigosas, carreiam riscos substanciais para a saúde dos consumidores e representam grandes perdas econômicas para as diversas comunidades e nações.

2 - Qual é a importância de garantir a segurança de um alimento?
Garantir que um alimento é seguro e, portanto, apto para o consumo pode influir positivamente:

Na saúde, pois reduz a ocorrência de doenças transmitidas por alimentos;

  • no comércio, porque com a globalização, exigiu-se que os produtos destinados tanto ao consumo doméstico como à exportação deveriam cumprir com requerimentos de segurança e higiene de maneira equitativa;
  • na confiança dos consumidores, que tem começado a demandar informação sobre a origem da produção dos alimentos e estão exigindo que todos os alimentos estejam livres de contaminantes químicos e microbiológicos e que não constituam perigos para a saúde pública e;
  • na economia, pois os paises têm perdas econômicas significativas como conseqüência dos alimentos contaminados e que devem ser rejeitados.

3 - Qual é a importância da tecnologia dos alimentos para alcançar sua segurança?
A tecnologia dos alimentos repercutem na saúde e economia do homem, pois são utilizadas para reduzir as perdas devido a deterioração, prolongar a duração no armazenamento (aumento da vida-de-prateleira do produto), além de melhorar a qualidade dos alimentos e suas características nutricionais. Nas últimas décadas, foi possível verificar um amplo progresso destas tecnologias, desde o tratamento térmico até métodos intensivos de produção e a engenharia genética.

4 - Diante de um surto de doença transmitida por alimento, como é tratado o tema da segurança de alimentos?
Caso o alimento envolvido no surto seja identificado, o processamento ou preparação deve ser suspenso até que medidas corretivas sejam cumpridas e exista segurança de que os processos garantam a eliminação dos agentes contaminantes e causadores do surto. Desta forma, os estabelecimentos envolvidos no surto deverão ser orientados para implementar as Boas Práticas de Fabricação (GMP) e os Procedimentos Operacionais Padrão (POP).

5 - Porque ainda existem tantos casos de doenças transmitidas pelos alimentos (DTA), em vista da aplicação de controles na preparação e industrialização dos alimentos?
Apesar dos esforços do governo e indústrias de alimentos, junto com as organizações de consumidores, de aplicar os controles e adotar medidas preventivas, as estatísticas referentes as DTA parecem não diminuir. E a razão disso pode ser que:

  • Existência de contaminantes relacionados com alimentos que antes eram pouco importantes e hoje se consomem e comercializam amplamente;
  • Aparecimento de novas substâncias e microorganismos perigoso para a saúde;
  • Os emigrantes querem consumir seus alimentos tradicionais em países de adoção;e
  • Os meios de comunicação têm dado mais destaque para as notícias referentes as DTA.

6 - O que é um alimento?
De acordo com o Codex Alimentarius, é qualquer substância, processada, semi-processada ou crua, destinada ao consumo humano, inclusive bebidas, gomas mascar, e qualquer substância utilizada na produção, preparo ou tratamento de "alimento". Não inclui cosméticos, tabaco e substâncias usadas apenas como medicamentos.

7 - O que se entende por higiene dos alimentos?
Compreende as condições e medidas necessárias para a produção, processamento, armazenamento e distribuição de alimentos, projetadas para garantir um produto seguro e saudável para o consumo humano.

8 - O que é um aditivo alimentar?
É qualquer substância não consumida normalmente como alimento, nem utilizada como ingrediente característico de alimentos, independente de seu valor nutritivo. A adição intencional de aditivo ao alimento, para fins tecnológicos (inclusive organolépticos), na fabricação, processamento, preparo, tratamento, embalagem, empacotamento, transporte e conservação de alimentos resulta, ou espera-se que resulte (direta ou indiretamente) em aditivos, ou seus subprodutos, sendo considerados como componentes, ou algo que interfira nas características desse alimentos. O termo não inclui "contaminantes" ou as substâncias adicionais ao alimento para manter ou melhorar as qualidades nutricionais.

9 - O que é um contaminante?
Trata-se de qualquer substância adicionada ao alimento, de forma não intencional. Está presente no alimento como resultado de produção (incluindo as operações realizadas na produção vegetal, animal e medicina veterinária), fabricação, processamento, preparo, tratamento, embalagem, transporte ou conservação do alimento, assim como resultado da contaminação ambiental. O termo não inclui fragmentos de insetos, pêlos de roedores e outras matérias estranhas.

10 - Como realizar a limpeza da caixa d´água?
Seja que for o amanho da caixa d´água, recomenda-se fazer a limpeza e desinfecção com ela vazia.

  1. Esvaziar a caixa abrindo todas as torneiras que dão vazão;
  2. lavar com água e escova desprendendo todo o resíduo e matéria orgânica utilizando um pano limpo para retirar os resíduos;
  3. Enxaguar bem com água limpa mantendo as torneiras abertas para que não sobre resíduos nos canos;
  4. Fazer uma diluição em torno de 500 ppm de cloro ativo, utilizando 1 litro de hipoclorito de sódio a 2,5% para 50 litros de água ou 2 litros de hipoclorito de sódio a 1% para 50 littros de água. Com esta diluição banhar toda a caixa d´água, deixando escorrer pelos canos com as torneiras abertas;
  5. Aguardar 30 minutos;
  6. Em seguida enxaguar com água limpa deixando escorrer bem com todas as torneiras abertas;
  7. Fechar todas as torneiras e encher a caixa. Se a água utilizada foi de rede de abastecimento não há necessidade de clorar;
  8. Se a água utilizada for de poço, após o enchimento da caixa, deverá ser adicionado hipoclorito de sódio próprio para o consumo, em concentração não superior a 2,5 ppm de cloro ativo. Se utilizar hipoclorito de sódio a 1% próprio para consumo , colocar 200 ml para 1000 L de água. Se utilizar hipoclorito de sódio a 2,5% próprio para consumo ou água sanitária a 2,5% própria para desinfecção, colocar 100 ml para 1000 L de água.
  9. Aguardar 30 minutos para utilizar a água.
  10. Anotar a data da limpeza na própria caixa d'água.

Para maiores informações

11 - Como devo orientar os funcionários com relação a lavagem das mãos?
Deve-se informá-los a operação de lavagem das mãos inicia-se com a aplicação de água. Em seguida, o funcionário deve utilizar detergente. A mão é esfregada vigorosamente, não esquecendo de lavar bem as unhas e as articulações. Importante também lembrá-los que ele devem lavar bem entre os dedos e o dorso da mão, os punhos e os antebraços. Finalmente deve-se enxaguar as mãos com água e secá-las utilizando papel toalha branco não reciclado.

Para maiores informações

12 - Como a minha cozinha deve proceder para realizar a higiene adequada de hortaliças?
A pré-lavagem de hortifruti deve ser feita em água potável e em local apropriado. Para o preparo destes gêneros, deve ser realizada a higienização completa que compreende:

  1. Lavagem criteriosa com água potável
  2. Desinfecção: imersão em solução clorada por 15 a 30 minutos.
  3. Enxágüe com água potável.

Os produtos permitidos para desinfecção dos alimentos são: Hipoclorito de Sódio a 2,0 - 2,5% (Concentração 100 a 250 ppm), Hipoclorito de Sódio a 1% (Concentração 100 a 250 ppm) ou Cloro orgânico (Concentração 100 a 250 ppm).

Para preparar uma solução clorada de 200 a 250 ppm, serão necessários:

10 ml = 1 colher de sopa rasa de água sanitária para uso geral a 2,0 - 2,5% em 1 litro de água; ou
20 ml = 2 colheres de sopa rasas de hipoclorito de sódio a 1% em 1 litro de água.

13 - As frutas devem também ser higienizadas conforme descrito no procedimento acima?
Sim, elas também devem ser higienizadas conforme o procedimento acima, com exceção os casos em que as frutas:

  • Não são manipuladas;
  • são consumidas sem cascas, tais como: laranja, mexerica, banana e outras, exceto as que serão utilizadas para suco.
  • irão sofrer ação do calor, desde que a temperatura no interior atinja no mínimo 74ºC.

14 - Como faço para preparar uma solução de álcool 70% para utilizar na desinfecção das superfícies que entram em contato com os alimentos?
Para preparar álcool à 70%, você precisará de 250 ml de água (de preferência destilada) em 750 ml de álcool 92,8 INPM ou 330 ml de água em 1 litro álcool.
Essa solução deve ser trocada a cada 24 horas.

Alimentos Trangênicos

1 - O que são alimentos trangênicos?
2 - Quais são os riscos para a saúde do consumidor?
3 - Quais são os riscos para o meio-ambiente?

1 - O que são alimentos trangênicos?
Alimentos transgênicos são produtos criados em laboratórios com a utilização de genes de espécies diferentes de animais, vegetais ou micróbios. Com esta nova tecnologia, pode-se, por exemplo, introduzir um gene humano em porco, ou um gene de rato, de bactéria, de vírus ou de peixe em espécies de arroz, soja ou trigo.

2 - Quais são os riscos para a saúde do consumidor?

Aumento das alergias
Quando se insere um gene de um ser em outro, novos compostos são formados nesse novo organismo, como proteínas e aminoácidos. Se este organismo modificado geneticamente for um alimento, seu consumo pode desencadear processos alérgicos em parcelas significativas da população, por causa dessas novas substâncias. Os Estados Unidos, uma soja que recebeu um gene de castanha-do-pará não pode ser comercializada porque povocou reações alérgicas em pessoas que tinham alergia à castanha-do-pará.

Aumento de resistência aos antibióticos.
Para saber se a modificação genética deu certo, os cientistas inserem nos alimentos transgênicos genes marcadores, que podem ser genes de bactérias. O consumo desses alimentos pode conferir aos micróbios que causam doenças aos seres humanos, resistência a esses medicamentos, ou seja, reduzir ou anular a eficácia dos remédios à base de antibióticos.

Aumento das substâncias tóxicas.
Muitas plantas possuem substâncias tóxicas para se defender de seus inimigos naturais, dos insetos, por exemplo. As quantidades encontradas naturalmente, na maioria das vezes, não fazem mal ao Homem. Micróbios também possuem substâncias que matam insetos. No entanto, se o gene de uma dessas plantas ou de um desses micróbios for utilizado em um alimento, é possível que o nível dessas toxinas aumente inadvertidamente e cause mal às pessoas, aos insetos benéficos e a outros animais. Isso já foi constatado com o milho transgênico Bt (Bacillus thuringiensis), cujo pólen pode matar lagartas de uma espécie de borboleta. Por essa razão o governo da Aústria proibiu o plantio desse tipo de milho.

3 - Quais são os riscos para o meio-ambiente?
Além dos riscos para a saúde, podem ocorrer sérios impactos no meio ambiente. Com a inserção de genes resistentes a agrotóxicos em certos alimentos transgênicos, as pragas e as ervas-daninhas combatidas poderão desenvolver a mesma resistência, tornando-se super-pragas, o que vai causar o desequilíbrio dos ecossistemas. A utilização desses genes implicará na aplicação de maiores quantidades de veneno nas plantações, resultando no aumento de resíduos nos alimentos que nós comemos, rios e solos, e prejudicando ainda mais o equilíbrio do meio ambiente.

Gorduras Trans

1 - O que são gorduras trans?
2 - Para que servem as gorduras trans?
3 - Esse tipo de gordura faz mal para a saúde?
4 - Gordura hidrogenada é o mesmo que gordura trans?
5 - Quais alimentos são ricos em gordura trans?
6 - Como é possível controlar o consumo da gordura trans?
7 - Como deve ser declarado o valor de gorduras trans nos rótulos dos alimentos?
8 - Como posso saber se o alimento é rico em gordura trans?

1 - O que são gorduras trans?
As gorduras trans são um tipo específico de gordura formada por um processo de hidrogenação natural (ocorrido no rúmen de animais) ou industrial. Estão presentes principalmente nos alimentos industrializados. Os alimentos de origem animal como a carne e o leite possuem pequenas quantidades dessas gorduras.

2 - Para que servem as gorduras trans?
As gorduras trans formadas durante o processo de hidrogenação industrial que transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida à temperatura ambiente são utilizadas para melhorar a consistência dos alimentos e também aumentar a vida de prateleira de alguns produtos.

3. Esse tipo de gordura faz mal para a saúde?
Sim. O consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras trans pode causar:

  1. 1) Aumento do colesterol total e ainda do colesterol ruim - LDL-colesterol.
  2. 2) Redução dos níveis de colesterol bom - HDL-colesterol.

É importante lembrar que não há informação disponível que mostre benefícios a saúde a partir do consumo de gordura trans.

4 - Gordura hidrogenada é o mesmo que gordura trans?
Não. O nome gordura trans vem da ligação química que a gordura apresenta, e ela pode estar presente em produtos industrializados ou produtos in natura, como carnes e leites. A gordura hidrogenada é o tipo específico de gordura trans produzido na indústria.

5 - Quais alimentos são ricos em gordura trans?
A maior preocupação deve ser com os alimentos industrializados - como sorvetes, batatas-fritas, salgadinhos de pacote, pastelarias, bolos, biscoitos, entre outros; bem como as gorduras hidrogenadas e margarinas, e os alimentos preparados com estes ingredientes.

6 - Como é possível controlar o consumo da gordura trans?
A leitura dos rótulos dos alimentos permite verificar quais alimentos são ou não ricos em gorduras trans. A partir disso, é possível fazer escolhas mais saudáveis, dando preferência àqueles que tenham menor teor dessas gorduras, ou que não as contenham. As indústrias têm até julho de 2006 para adequarem os rótulos de seus produtos.

7 - Como deve ser declarado o valor de gorduras trans nos rótulos dos alimentos?
O valor deve ser declarado em gramas presentes por porção do alimento, conforme tabela. A porcentagem do Valor Diário de ingestão (%VD) de gorduras trans não é declarada porque não existe requerimento para a ingestão destas gorduras. Ou seja, não existe um valor que deva ser ingerido diariamente. A recomendação é que seja consumido o mínimo possível.

8 - Como posso saber se o alimento é rico em gordura trans?
Para saber se o alimento é rico em gordura trans basta olhar a quantidade por porção dessa substância. Não se deve consumir mais de 2 gramas de gordura trans por dia.
É importante também verificar a lista de ingredientes do alimento. Através dela é possível identificar a adição de gorduras hidrogenadas durante o processo de fabricação do alimento.

Alimentos Funcionais

1 - O que são alimentos funcionais?
2 - Existe regulamentação sobre Alimentos Funcionais no Brasil?
3 - Pode-se fazer uso exclusivo de alimentos funcionais na dieta de uma pessoa?
4 - O que são compostos bioativos?
5 - O que são fitoestrógenos?
6 - A soja substitui a carne?
7 - Quais são os benefícios do chá verde?
8 - O vinho tinto pode fazer bem a nossa saúde?
9 - Quais os benefícios dos compostos bioativos encontrados na uva?
10 - Quais os efeitos benéficos das fibras para nosso organismo?
11 - Quais são as propriedades funcionais do tomate?
12 - Quais as propriedades funcionais do alho?

1 - O que são alimentos funcionais?
São alimentos, ou ingrediente, ou partes de alimento que, além de nutrir, possuem substâncias que auxiliam na prevenção, tratamento e cura de doenças, devendo ser seguro para consumo sem supervisão médica.

As propriedades relacionadas à saúde dos alimentos funcionais podem ser provenientes de constituintes normais desses alimentos como no caso das fibras e dos antioxidantes (vitamina E, C, betacaroteno) presentes em frutas, verduras, legumes e cereais integrais ou através da adição de ingredientes que modifiquem suas propriedades originais exemplificada por vários produtos industrializados.

Exemplo de substâncias que tem essas propriedades:

  • Ácidos graxos monoinsaturados, presentes no azeite de oliva;
  • Ômega - 3, presente em peixes de água fria e frutos do mar;
  • Ômega - 6, presente em óleos vegetais, como azeite, óleo de canola, milho e girassol, bem como nas nozes, soja e gergelim;
  • Fitoesteróis, presente em óleos vegetais, cremes vegetais com adição desta substância, legumes, gergelim, e semente de girassol;
  • Fitoestrógenos, isoflavona, presente na soja e inhame;
  • Antocianinas ,flavonóides, presente nas cerejas, jambolão, uvas, vinho, morangos, amoras vermelhas, uvas, vinho, berinjelas entre outros;
  • Antoxantinas,flavinóides, presentes na batata e repolho branco;
  • Carotenóides, presente na cenoura, abóbora e mamão;
  • Licopeno, presente no tomate e melancia.

2 - Existe regulamentação sobre Alimentos Funcionais no Brasil?
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde emitiu a Resolução n°18 de 30/04/99, que estabelece diretriz básica para a análise e comprovação de propriedades funcionais e/ou de saúde, devendo ser seguro para o consumo sem supervisão médica.

3 - Pode-se fazer uso exclusivo de alimentos funcionais na dieta de uma pessoa?
O planejamento nutricional deve privilegiar alimentos funcionais, todavia, dietas exclusivas só com alimentos funcionais, torna-se impraticável.
O importante é inserir os alimentos funcionais em uma dieta equilibrada e que tenha todos os grupos de alimentos: construtores, reguladores e energéticos, porções pessoais para cada pessoa, dependendo do seu metabolismo energético e do seu gasto total.

4 - O que são compostos bioativos?
São as substâncias presentes nos alimentos funcionais responsáveis pela promoção da saúde, prevenção e recuperação de doenças.

5 - O que são fitoestrógenos?
São compostos bioativos que possuem estruturas químicas semelhantes ao estrógeno, hormônio produzido pela mulher. O principal fitoestrógeno é a isoflavona da soja.

6 - A soja substitui a carne?
A soja, como os outros grãos, é fonte de proteínas. Porém, possui uma proteína de alto valor, ou seja, é aquela que mais se aproxima, em termos de aminoácidos, ao valor biológico da carne. No entanto, a soja não possui a vitamina B12, presente apenas em alimentos de origem animal (carnes, leite e derivados, vísceras como: fígado, coração entre outros). Como nem todos vegetarianos são estritos, muitos fazem uso de leite e derivados, ovos ou peixes, a deficiência dessa vitamina não é tão comum. Sendo assim, é imprescindível a orientação de um profissional especializado, nutricionista ou médico, que indicará uma dieta equilibrada e a utilização ou não de suplementos.

7. Quais são os benefícios do chá verde?
Estudos têm mostrado que o chá verde atua na prevenção das doenças do coração, pois seus compostos bioativos (tanino) diminuem as taxas do LDL-Colesterol (colesterol ruim) e fortalecem as artérias e veias, favorecendo a prevenção de doenças cardíacas e circulatórias. Além disso, o chá também age na prevenção de alguns tipos de câncer como por exemplo: estômago e cólon.
Outro ponto bastante discutido é a ação do chá verde no gasto energético. Estudos relataram que o consumo de chá verde promoveu o aumento do gasto energético, influenciando o peso e a composição corporal. No entanto, para o efeito esperado no tratamento da obesidade, a reeducação alimentar tem fundamental importância, pois a correção de maus hábitos alimentares age em conjunto com os princípios ativos do chá.

8 - O vinho tinto pode fazer bem a nossa saúde?
Na verdade, os compostos que são responsáveis pelos efeitos benéficos estão nas uvas. Dentre estes, o que mais se destaca é um composto fenólico chamado resveratrol. Essa substância está presente na casca das uvas e suas maiores concentrações são encontradas em variedades vermelho-roxas escuras. Devido às diferenças entre variedades e métodos de processamento das uvas, os vinhos tintos contêm muito mais resveratrol do que os brancos e roses. No entanto, o excesso de vinho também faz mal. É só lembrar que 100ml contém de 8 a 10g de etanol, responsável pela ressaca do dia seguinte. Você não precisa abusar do consumo de vinho tinto para usufruir os benefícios proporcionados pelos compostos ativos. Estudos têm mostrado que dois cálices de vinho tinto por dia (100ml) são suficientes para proteger seu coração. E, para aqueles que querem os benefícios do vinho sem risco algum, vale utilizar-se das frutas e dos sucos. As uvas escuras, ingeridas com casca, e o suco natural, são tão benéficos quanto o vinho.

9 - Quais os benefícios dos compostos bioativos encontrados na uva?
O resveratrol, composto bioativo encontrado nas uvas agem como: antioxidante, prevenindo o envelhecimento precoce; previne a oxidação do LDL-colesterol (colesterol ruim), podendo reduzir o risco de doenças cardiovasculares; possui atividade antiinflamatória; e também apresenta ação preventiva contra o câncer. Além do resveratrol, outras substâncias demonstraram serem benéficas ao organismo. Entre elas, os flavonóides, também encontrados na cebola e na maçã, cuja principal função é o seu poderoso poder antioxidante.

10. Quais os efeitos benéficos das fibras para nosso organismo?
As fibras são substâncias de origem vegetal, que não são hidrolisadas pelas enzimas digestivas do trato digestivo humano, ou seja, chegam intactas ao intestino e, lá são fermentadas pela flora bacteriana.

Consumir fibras alimentares tem efeitos benéficos na prevenção ou no tratamento de diabetes mellitus, obesidade, dislipidemias, diverticulites e câncer de cólon.

Uma refeição rica em fibras é mais volumosa e exige mastigação prolongada. Dessa forma, aumentam a saciedade e, conseqüentemente, a redução da ingestão alimentar, efeito benéfico para dietas de emagrecimento.

As fibras insolúveis (farelo de trigo, grãos integrais e verduras) apresentam efeito mecânico no tratogastrointestinal. Pois à absorção de água provoca aumento do bolo fecal e aceleração do tempo de trânsito intestinal.

As fibras solúveis (frutas, principalmente com casca e bagaço; verduras, farelo de aveia, cevada e grãos) retardam o esvaziamento do estômago, contribuindo para o aumento da saciedade; atuam no controle da glicemia, pois retardam a absorção de glicose e, contribuem na redução de triglicérides e colesterol.

11. Quais são as propriedades funcionais do tomate?
O tomate é uma das principais fontes de licopeno, um dos mais importantes carotenóides na alimentação humana essa substância é responsável por efeitos antioxidante (previne o envelhecimento precoce) e, proteção contra tumores malignos como: de esôfago, estomago, cólons, colo de útero, infecções por Helicobacter pylori, mama, bexiga e sobretudo de próstata.

12. Quais as propriedades funcionais do alho?
Um dos compostos mais importantes do alho é o aminoácido cisteína, que se fixa em substâncias como chumbo e mercúrio, conduzindo-os para fora do organismo e, poupando o fígado dessas toxinas. A arginina é outro aminoácido presente no alho, que estimula a secreção do hormônio de crescimento, fortalece o sistema imunológico e ajuda a remover a amônia, subproduto tóxico do metabolismo das proteínas. O composto ativo mais estudado no alho é a alicina, poderoso agente antibacteriano.

Com relação às doenças cardiovasculares, estudos têm mostrado que os compostos ativos do alho impedem que o colesterol se fixe nas paredes dos vasos sanguíneos, diminuindo as chances de formação de placas ameaçadoras, que acabam bloqueando a circulação do sangue. Além disso, esses compostos apresentam a capacidade de diminuir o LDL- colesterol (colesterol ruim), propriedades anticancerígenas e funcionam como antibiótico, pois combatem a bactéria Helicobacter pylori, que danifica a mucosa gástrica do estômago, facilitando o surgimento de úlcera e do câncer.

Estudos também evidenciaram efeitos na redução dos níveis sanguíneos dos triglicérides, do colesterol ruim, aumento do bom colesterol e benefícios no tratamento da hipertensão.

Saúde Ocupacional (PCMSO)

1 - O que é uma "NR"?
2 - De que trata a Lei nº 6.514?
3 - Onde se encontra esta lei?
4 - Mas como surgiram as NRs afinal?
5 - Como ter acesso a esta portaria?
6 - E o que é a NR-7?
7 - De que trata a NR-7?
8 - Como se faz o PCMSO?
9 - O que significa estar articulado com as demais NR5?
10 - É obrigatário implementar oPCMSO?
11- A partir de quantos empregados o PCMSO deve ser implementado?
12 - E se o PCMSO não for elaborado e implementado?
13 - Como saber o valor das multas?
14 - Quem elabora o PCMSO?
15 - O que é o coordenador do PCMSO?
16 - Como escolher o coordenador?
17 - Médico do trabalho precisa ter registro do Ministério do Trabalho?
18 - O PCMSO precisa ser registrado?
19 - Quem realiza os exames médicos?
20- 0 que é o ASO?
21 - Qualquer atestado tem validade para fins ocupacionais?
22 - O que deve conter o ASO?
23 - O que significa estar "apto" para o trabalho?
24 - O que significa "aptidão para a função"?
25 - Mas como se elabora o PCMSO?
26 - Os custos do PCMSO podem ser repassados ao empregado?
27 - A empresa é obrigada a comprovar que custeou o PCMSO?
28 - Os exames complementares podem ser feitos pelo SUS?
29 - PCMSO precisa de relatório?
30 - Quanto custa o PCMSO?

1 - O que é uma "NR"?
"NR" é a abreviatura de Norma Regulamentadora, nomenclatura utilizada pela Portaria nº 3.214/78, emitida pelo Ministério do Trabalho, para regulamentar a Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977.

2 - De que trata a Lei nº 6.514?
Essa lei alterou o chamado Capítulo V do Título II da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A Consolidação já existia desde 1943 e, com a alteração introduzida por essa lei, ampliou bastante as exigências de cuidados com a saúde e a segurança no trabalho.

3 - Onde se encontra esta lei?
O conteúdo dessa lei já foi transcrito para a CLT. Quando você estiver lendo o Capítulo V do Título II da CLT, você estará lendo os artigos que a Lei nº 6.514/77 determinou.

4 - Mas como surgiram as NRs afinal?
A Lei nº 6.514/77 mandava, em vários artigos, que o Ministério do Trabalho emitisse normas que regulamentassem com mais detalhes os assuntos que a própria lei estava trazendo. Então, em junho de 1978, o Ministério do Trabalho editou a Portaria nº 3.214. Essa Portaria é constituída de "capítulos" que receberam a denominação de Normas Regulamentadoras, e é este o modelo que existe até hoje.

Algumas NRs já foram alteradas depois de 1978, mas continuam fazendo parte da mesma Portaria (nº 3.214, do Ministério do Trabalho).

5 - Como ter acesso a esta portaria?
A Portaria nº 3.214/78 é vendida na forma de livro em livrarias jurídicas e em livrarias médicas. Na capa do livro vem escrito "Segurança e Medicina do Trabalho". Você deve estar atento para pedir sempre a última edição, a fim de não ficar com um livro desatualizado. O leitor também pode encontrar as Normas Regulamentadoras no site do Ministério do Trabalho na internet (http://www.mtb.gov.br/).

6 - E o que é a NR-7?
NR-7, Norma Regulamentadora nº 7, é o sétimo capítulo, a sétima Norma, contida na Portaria nº 3.214/78. Atualmente esta Norma recebe o nome de "PCMSO — Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional" (anteriormente a dezembro de 1994 era chamada simplesmente "Exames Médicos").

7 - De que trata a NR-7?
Esta Norma Regulamentadora estabelece que todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados (independentemente da quantidade de empregados), têm a obrigatoriedade de elaborar e implementar um programa de saúde ocupacional (PCMSO) para sua empresa com o objetivo de promover e preservar a saúde de seus trabalhadores.

8 - Como se faz o PCMSO?
O PCMSO é um documento escrito que norteará as ações práticas do programa. A NR-7 tem um conjunto de instruções ou indicações para se tratar e levar a termo o Programa que ela manda instituir e executar: são as suas "diretrizes". Diz também que deve estar articulada com as demais NRs.

9 - O que significa estar articulado com as demais NR5?
O PCMSO não é um programa isolado e que se basta a si mesmo. Não! Ele deverá sempre levar em consideração o que dizem as demais NRs! Por exemplo: se, ao implementar a NR-9 (PPRA — Programa de Prevenção de Risco Ambiental), encontra-se ruído insalubre no ambiente, então o PCMSO determinará a realização de audiometrias. Se a NR-6 fala que o protetor auricular é um equipamento de proteção individual, o médico deverá indicá-lo para aquele trabalho (se medidas preventivas e/ ou coletivas ainda não forem eficientes ou possíveis). Se a NR-6 diz que não se deve trabalhar com calçados abertos (item 6.3. 1. O empregado deve trabalhar calçado, ficando proibido ouso de tamancos, sandálias, chinelos), então, assim deverá o médico orientar a sua empresa. Estes são apenas alguns exemplos.

10 - É obrigatário implementar oPCMSO?
Sim! A Norma Regulamentadora é clara. Elaborar e implementar o PCMSO é obrigação de todas as pessoas, físicas ou jurídicas, que admitirem trabalhadores como empregados, regidos pela CLT.

11 - A partir de quantos empregados o PCMSO deve ser implementado?
Mesmo que o empregador possua um único empregado o PCMSO é obrigatoriamente exigido.

12 - E se o PCMSO não for elaborado e implementado?
Uma das conseqüências quando não existe o PCMSO devidamente elaborado e/ou quando, mesmo que exista, não esteja sendo implementado (executado devidamente) é a multa que pode ser estabelecida pelo fiscal do trabalho (Agente de Inspeção do Trabalho) da DRT (Delegacia Regional do Trabalho). Além disso, a saúde do trabalhador pode ficar exposta desnecessariamente e o empregador pode expor-se, também desnecessariamente a procedimentos criminais e de indenização civil.

13 - Como saber o valor das multas?
A NR-28 traz uma tabela indicando os valores das multas que podem ser aplicadas às faltas em medicina e segurança do trabalho. Como os valores comportam variação, caberá à DRT determinar o valor que desejará aplicar à multa para um caso específico.

14 - Quem elabora o PCMSO?
A NR-7 não diz quem deve elaborar o PCMSO. Diz que é obrigação do empregador elaborá-lo e garantir sua implementação.Vejamos o texto: "Esta Norma Regulamentadora — NR estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação (grifo nosso) por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional". Este texto permite assim entender que qualquer pessoa, inclusive o empregador, mesmo que não seja médico, poderia elaborar o Programa. E o bom senso que recomenda ser alguém conhecedor de saúde ocupacional e preferencialmente médico. Vale lembrar que ‘elaborar" quer dizer preparar gradualmente e com trabalho formar, organizar, dispor as partes de pôr ordem; ordenar, como nos ensina o Dicionário Aurélio.

Implementar, por sua vez, quer dizer dar execução a um plano, programa ou projeto, levar à prática por meio de providências concretas.

A implementação também deve ser garantida pelo empregador. Como a implementação, a execução do PCMSO depende de atos médicos, então somente um médico poderá implementar o PCMSO.

Resumindo: qualquer pessoa poderá elaborar um PCMSO; melhor que seja médico porque a execução deverá, obrigatoriamente, ser realizada por médico.

15 - O que é o coordenador do PCMSO?
É o médico responsável pela execução do PCMSO nas empresas que são obrigadas a contratá-lo. Este médico, coordenador, será sempre um médico do trabalho e responderá pelas ações necessárias ao Programa e pelos resultados esperados. O médico coordenador poderá ter elaborado e implementado o PCMSO ou poderá ter somente implementado o Programa (isso ocorre quando um outro profissional médico ou não módico elabora o PCMSO e apenas o entrega para que o médico coordenador o conduza a partir daí). Esta situação é rara: o mais comum é que o médico do trabalho elabore, execute e implemente o PCMSO dentro dos prazos e condições estabelecidos na própria NR e no próprio PCMSO.

16 - Como escolher o coordenador?
Se a empresa possuir SESMT — Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (assunto abordado pela NR-4), o empregador deverá indicar, dentre o(s) médico(s) que integra(m) o SESMT de sua empresa, um coordenador responsável pela execução do PCMSO. Se a empresa não for obrigada a manter médico do trabalho para integrar o SESMT de sua empresa, deverá o empregador indicar médico do trabalho, empregado ou não da empresa, para coordenar o PCMSO. A empresa procurará no mercado os médicos que se dedicam a esta área da medicina.

17 - Médico do trabalho precisa ter registro do Ministério do Trabalho?
Não. Atualmente este registro só é exigido para o técnico de segurança do trabalho. Você pode e deve solicitar ao médico do trabalho o seu certificado de especialização, se desejar estar certo de que o médico de fato possui tal especialidade — este é um direito do empregador e do empregado. De qualquer forma, os Conselhos Regionais de Medicina de cada Estado da Federação podem informar quem são os Médicos do Trabalho com o registro devidamente homologados junto a esses Conselhos.

18 - O PCMSO precisa ser registrado?
Não, o PCMSO não precisa ser homologado ou registrado em lugar nenhum: basta ficar na empresa à disposição do agente de inspeção do trabalho (fiscal do trabalho), podendo, inclusive, existir como arquivo informatizado.

19 - Quem realiza os exames médicos?
O médico responsável pelo PCMSO ou outro médico ao qual foi delegada esta função. Às vezes é impossível que um único médico execute todo o PCMSO, por exemplo, em casos de empresas com muitos empregados ou com muitas filiais. Então, o médico coordenador indicará outros médicos para executarem o PCMSO — o médico coordenador terminará por realizar a supervisão e orientação central da execução do Programa. Ao final de cada exame o médico que o realizou emitirá o ASO.

20 - 0 que é o ASO?
ASO é a sigla que corresponde à expressão "Atestado de Saúde Ocupacional". Falaremos sobre o ASO mais à frente.

21 - Qualquer atestado tem validade para fins ocupacionais?
A situação mais correta para o direito trabalhista é que o atestado médico seja fornecido sempre dentro do contexto já determinado do PCMSO, ou seja, existe o PCMSO e algum médico irá executá-lo e realizar os exames necessários; ao final, o ASO será emitido. Contudo, é possível que um atestado de saúde seja aceito mesmo ainda não existindo o PCMSO. Ocorrerão nestes casos duas situações:

1) a empresa não será notificada ou multada pela falta do atestado médico, mas poderá ser notificada ou multada pela falta do PCMSO;
2) é preciso que o atestado fornecido fora de um PCMSO previamente estabelecido tenha, obrigatoriamente, a forma legal prevista pela própria NR-7.

22 - O que deve conter o ASO?
O ASO (Atestado de Saúde Ocupacional) deve conter os seguintes dados, no mínimo (veja um modelo bastante simples no anexo 2):

a) nome completo do trabalhador, o número de registro de sua identidade e sua função;

b) os riscos ocupacionais específicos existentes, ou a ausência deles, na atividade do empregado, conforme instruções técnicas expedidas pela Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho — SSST;

c) indicação dos procedimentos médicos a que foi submetido o trabalhador, incluindo os exames complementares e a data em que foram realizados;

d) nome do médico coordenador, quando houver, com respectivo CRM;

e) definição de apto ou inapto para a função específica que o trabalhador vai exercer, exerce ou exerceu;

f) nome do médico encarregado do exame e endereço ou forma de contato;

g) data e assinatura do médico encarregado do exame e carimbo contendo seu número de inscrição no Conselho Regional de Medicina.

Para cada exame médico realizado dentro da rotina do PCMSO, o médico emitirá o ASO em pelo menos duas vias. A primeira via ficara arquivada no local de trabalho do trabalhador (inclusive em canteiros de obras e frentes de serviço), e a segunda via será entregue ao trabalhador mediante recibo na primeira via.

23 - O que significa estar "apto" para o trabalho?
O APTO ou INAPTO é a conclusão a que o médico chega para decidir se o empregado poderia ou não trabalhar em determinada função. Conferindo "apto", isso não quer dizer que a pessoa não tenha doenças — quer dizer que, para aquela função que vai citada no ASO, a pessoa está pronta a executá-la. Conferindo "inapto", isso não quer dizer que a pessoa tenha doenças graves ou sérias — quer dizer que, para aquela função que vai citada no ASO, a pessoa está contra-indicada. A pessoa deverá estar apta ou inapta para a função e não para a admissão ou demissão.O empregado pode estar apto para uma determinada função e não estar apto para uma outra. Por exemplo, um trabalhador idoso e hipertenso controlado pode estar apto para trabalhar como recepcionista e não estar apto para trabalhar como servente de pedreiro.

24 - O que significa "aptidão para a função"?
Veja bem. Se, na admissão, o candidato for considerado inapto, o mesmo não deverá ser admitido até que recupere sua aptidão para aquela função — ele pode estar perfeitamente apto para outras funções não disponíveis naquela empresa ou naquele momento. Se o candidato foi considerado apto no exame admissional então ele poderá ser admitido.

Se no exame médico demissional o empregado receber "apto" no ASO, isso quer dizer que ele está bem para desenvolver aquela determinada função — se ele estivesse sendo admitido ao invés de demitido, então poderia normalmente trabalhar naquela função.

Se, porventura, quando do exame médico demissional for constatada alguma doença verificar-se-á:

• tem nexo com o trabalho? Então o empregado não será demitido, será emitida a CAT, e será encaminhado ao INSS;

• não tem nexo com o trabalho e a doença constatada não o impediria de executar aquela função ou ser admitido na empresa se o exame fosse admissional? Então, o empregado continua apto para a função;

• não tem nexo com o trabalho, mas o empregado não seria admitido se a portasse num exame admissional porque a doença se encontra descompensada, ou seja, necessitando e tratamento urgente e indicando um afastamento do trabalho, caso o empregado não estivesse sendo demitido. Nesta situação, orientamos (e nisso somos orientados pela Delegacia Regional do Trabalho e pelo Conselho Regional de Medicina) a conceder "inapto" e encaminhar para o INSS. Quando do retorno ao trabalho a partir da alta pelo INSS, então poder-se-á prosseguir com a demissão.

25 - Mas como se elabora o PCMSO?
O PCMSO deverá ser elaborado a partir de visitas técnicas que o médico fará à empresa que o contratou. Assim, será procedido um reconhecimento prévio dos riscos ocupacionais existentes, do processo produtivo, dos postos de trabalho, das possíveis fontes de doenças ocupacionais, etc. Sem essa análise do local de trabalho, será impossível traçar as diretrizes para a elaboração do PCMSO. Neste momento torna-se importante destacar que o PCMSO não é um contrato, ou simplesmente o fornecimento de atestado médico.

Observamos que o ASO traz informações como os riscos ocupacionais específicos, exames realizados e conclusão por aptidão ou inaptidão. Estas informações somente são possíveis, em boa parte das vezes, a partir do momento em que o médico conhece o local de trabalho e a sistemática deste trabalho.

Será necessário mostrar ao fiscal do trabalho que os riscos para ambas as funções previstos no PCMSO não são diferentes — sem tal procedimento, a empresa poderá ser notificada ou multada. Por isso, embora não haja a obrigação legal, orientamos sempre as empresas no sentido de remeterem a exame médico toda e qualquer mudança de função — mesmo que não haja mudança de risco.

26 - Os custos do PCMSO podem ser repassados ao empregado?
Em hipótese alguma. Mais uma vez, lembramos que o trabalhador NÃO PAGA NADA, o custeio de todo o PCMSO é por conta do empregador.

27 - A empresa é obrigada a comprovar que custeou o PCMSO?
O agente de inspeção do trabalho poderá solicitar a comprovação de que não houve repasse dos custos do PCMSO para o trabalhador. Portanto, o empregador deverá guardar os recibos de pagamento dos serviços médicos ou laboratoriais como prova de que custeou o(s) exames(s).

28 - Os exames complementares podem ser feitos pelo SUS?
De acordo com a lei, não. O empregador deverá pagar por si mesmo tais exames.

29 - PCMSO precisa de relatório?
Sim, ao fim de cada ano de vigência do PCMSO, o médico do trabalho deverá fazer um relatório anual de trabalho.

30 - Quanto custa o PCMSO?
Esta é talvez uma das primeiras perguntas feitas em relação ao PCMSO: custa caro?

Os valores cobrados pelas empresas de medicina do trabalho que se dedicam à elaboração e manutenção do PCMSO variam enormemente. Sugerimos que se escolha um serviço de medicina do trabalho não somente pelo preço cobrado pelo serviço, mas pelo que é oferecido e pela experiência dos contratados. Por exemplo, espera-se que o médico contratado (por terceirização) faça visitas à empresa contratante tantas vezes se fizerem necessárias para elaboração do programa, para que não pairem dúvidas quanto aos dados levantados.

Se a empresa possui riscos a serem levantados (PPRA) o médico só estará apto para elaborar o programa após fazer o levantamento. Este talvez seja o principal fator de aumento de custos para o empregador, mas tal procedimento pode ser imprescindível.

Temos, também, os exames complementares. Se o PPRA identificou, por exemplo, ruído acima de 85 dB(A) para um determinado setor, todos os funcionários desse setor deverão realizar audiometrias no admissional, 6 meses após a admissão e, a partir daí, anualmente.

Mas, apesar de tudo o que foi colocado acima, fica muito mais barato seguir o que é previsto nas NRs do que arcar com indenizações.

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